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Armas de ex-judoca e sargento da PM mortos em desentendimento foram disparadas, diz promotor

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O promotor estadual João Henrique Ferreira, responsável por acompanhar a apuração das mortes dos policiais militares Mario Sabino Júnior e Agnaldo Rodrigues, em Bauru, informou nesta terça-feira (29) à TV TEM que as armas das duas vítimas foram disparadas durante o confronto da noite da última sexta-feira (25) em uma rua do Jardim Nicéia.

Segundo Ferreira, houve disparos tanto no revólver calibre 38 do sargento Agnaldo quanto da pistola .40 do cabo Sabino.

O promotor informou ainda que quando a PM chegou ao local do confronto, a cabo Aguida Barbosa, a mulher do sargento, estava no local, mas não portava arma.

De acordo com o promotor, Sabino levou mais de um tiro e o sargento foi baleado no peito e na cabeça. Contudo, o número exato de disparos que cada vítima recebeu só será informado após a conclusão do laudo da perícia, que também realizou exames residuográficos nas duas vítimas e na cabo Aguida, para verificar vestígios de pólvora.

Inquérito

Nesta terça-feira (29), a Polícia Civil informou que também abriu um inquérito para investigar o caso. Antes, a Polícia Militar havia informado que o caso seria apurado pela Justiça Militar e que a Polícia Civil ficaria responsável apenas pelos laudos da perícia feita no local do crime.

A suspeita inicial era a de que o sargento tenha matado o ex-judoca com um tiro na nuca após ver a esposa, que também é policial militar, no carro com Sabino. As circunstâncias da morte do sargento ainda são investigadas.

A mulher do sargento, a cabo da PM Aguida Barbosa, estava no local do crime, segundo a Polícia Militar. A PM informou que a cabo e viúva do sargento já foi ouvida.

De acordo com o registro da PM, uma equipe que fazia patrulhamento na região e encontrou três carros na rua, um deles parado no meio da via, o que chamou atenção.

Ao se aproximar, os policiais viram Aguida, com trajes civis, bastante nervosa e acionando o Samu pelo celular. O corpo de Aguinaldo foi encontrado próximo ao carro e 15 metros à frente estava o corpo de Sabino.

O diretor do Deinter, Marcos Mourão, entende que o envolvimento da cabo e o fato dos policiais não estarem trabalhando no momento do crime indicam que a competência para investigar esse caso é da Polícia Civil.

    “É nossa obrigação investigar isso, porque não está nítido, não está claro o que aconteceu. É um caso grave que tem que ter um tratamento preferencial da investigação", diz o delegado.

"Nós vamos instaurar o inquérito e logicamente vamos concluir e relatar à Justiça. E se tivermos dificuldade no recolhimento de provas, nós vamos solicitar a intervenção da Justiça. E a Justiça pode entender que não é nossa competência e sim da Polícia Militar, mas, caso contrário, nós vamos até o fim na investigação, com a única intenção de esclarecer o que aconteceu”, completa.

Ainda segundo o diretor do Deinter, o inquérito será instaurado na tarde desta terça-feira e deve ser concluído no prazo de 30 dias. Os laudos da perícia feita no local do crime e do IML serão anexados ao inquérito.

Sabino foi enterrado no cemitério do Jardim Redentor no sábado (26) com a presença de centenas de pessoas.

Familiares ficaram chocados com o crime e uma prima do ex-judoca conversou com a reportagem da TV TEM, em que disse que ele era como um herói para família. Sabino era policial militar desde 1999. Ele deixa esposa e quatro filhos.

O sargento Agnaldo foi velado e enterrado em Pirajuí também no sábado. A ocorrência da PM não explica como ele morreu. O sargento trabalhava há 30 anos na Polícia Militar e era casado há 29 anos com a cabo Aguida, que está na PM desde 1998. Os dois têm um filho de 22 anos.

TVTem

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