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Polícia prende mais três jovens acusados de serem curadores do Baleia Azul

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Matheus foi levado para a Cidade da Polícia, no Jacaré Foto: Fabiano Rocha / Fabiano Rocha/Extra/Agência O Globo

Mais três jovens foram presos acusados de serem “curadores” do jogo Baleia Azul. As prisões aconteceram em decorrência da operação Aquarius, da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI), deflagrada nesta terça-feira. Os mandados de prisão contra Letícia Camuci Evaristo, Rodrigo Herllan Lima Souza e Emily Eduarda Cava Leite foram decretados pela Justiça do Rio após a análise do material apreendido na casa dos três. Letícia e Rodrigo foram detidos em São Paulo, já Emily estava em Santa Catarina.

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Letícia e Rodrigo foram presos por participar de Baleia Azul Foto: Rafael Soares

O “curador” é quem envia ao participante do jogo os 50 desafios que ele deve cumprir diariamente até chegar ao suicídio. Nesta terça-feira, em decorrência das investigações, Matheus Moura da Silva, de 23 anos, já havia sido preso em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Ele confessou ter feito 30 vítimas no jogo Baleia Azul, porém há indícios de que ele teria feito até 40 vítimas. Todos os acusados vão responder pelos crimes de associação criminosa, tentativa de homicídio e lesão corporal.

— O início da investigação foi do zero. Não tínhamos vítimas, autores, nem materialidade. Mas abrimos inquérito preventivamente. E conseguimos salvar vítimas. Crianças que estavam prestes a se matar. As vítimas chegavam na delegacia muito mutiladas. Conseguimos salvar vidas — afirmou a delegada Fernanda Fernandes, responsável pelo caso.

Durante a investigação, policiais descobriram que existem pessoas de outros países aliciando brasileiros para participarem do jogo. Pelo menos um desses aliciadores mora em Angola.

Os policiais da DRCI descobriram os curadores por meio do IP, uma espécie de endereço eletrônico que todo computador tem. O Facebook confirmou que um dos IPs corresponde a um usuário de Angola, mas não revelou a identidade dele. Esse curador utilizava o codinome “Peixe Nove”.

Os responsáveis pela investigação identificaram curadores em 20 municípios, distribuídos em nove estados. Durante a operação, um adolescente, de 15 anos, foi apreendido em flagrante, porque policiais encontraram material que continha pedofilia em seu computador. (Do Extra)

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