BLUE GREY RED
YOU ARE HERE Home Notícias Política Temer revoga decreto que autorizou uso das Forças Armadas
www.paneteriarecantodoce.com.br

Temer revoga decreto que autorizou uso das Forças Armadas

Avaliação do Usuário
PiorMelhor 

O presidente Michel Temer recuou e revogou o uso de militares na segurança da Esplanada dos Ministérios nesta quinta-feira. Um dia antes, em meio a protesto com cerca de 45 mil pessoas que teve tiros de arma de fogo, bombas, feridos e ministérios depredados, Temer havia acionado a Garantia da Lei e da Ordem (GLO), dispositivo previsto na Constituição para casos em que as forças locais estejam esgotadas.

O governo de Brasília havia atacado a medida do governo federal: disse que não havia sido consultado e que a convocação de militares não era necessária. Houve rusgas dentro do próprio governo, entre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o ministro da Defesa, Raul Jungmann. Quando anunciou o decreto presidencial chamando Forças Armadas, Jungmann creditou a ação a um pedido de Maia, que, por sua vez, rebateu que havia solicitado agentes da Força Nacional — subordinada ao Ministério da Justiça.

O decreto de Temer previa que os militares poderiam ficar no Distrito Federal, em área a ser delimitada pela Defesa, por uma semana, até o próximo dia 31. Na manhã desta quinta-feira, o presidente reuniu Jungmann, Sérgio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional) e ministros palacianos (Moreira Franco, da Secretaria Geral, Eliseu Padilha, da Casa Civil, e Antonio Imbassahy, da Secretaria de Governo). Duas edições extras do Diário Oficial da União foram publicadas em dois dias: uma para autorizar a GLO, e outra para revogá-la.

A GLO é invocada quando há "esgotamento das forças tradicionais de segurança pública, em graves situações de perturbação da ordem". O dispositivo constitucional, que é de atribuição exclusiva do presidente da República, prevê que os militares podem, provisoriamente, atuar com poder de polícia. Antes de recorrer aos militares, na tarde desta quarta-feira, o governo havia determinado o fim do expediente nos ministérios às 15h. O ministro da Defesa chegou a dizer que funcionários dessas pastas estavam "aterrorizados" e ameaçados. No Palácio do Planalto, que tem segurança militar fixa, a ordem foi para servidores continuarem no prédio. (Informações O Globo)

Comente:

Compartilhe:

Submit to DeliciousSubmit to DiggSubmit to FacebookSubmit to Google BookmarksSubmit to StumbleuponSubmit to TechnoratiSubmit to TwitterSubmit to LinkedIn

Últimas Notícias