Fazer de 20 a 30 perguntas para uma plataforma de inteligência artificial pode evaporar o equivalente a meio litro de água potável. Longe dos computadores e celulares, todos os dados processados pelas IAs passam por data centers que consomem muita energia e milhares de litros de água para se resfriarem. O uso de água é um dos pontos de debate por trás da ação do governo brasileiro, que tenta atrair a instalação desses centros no país com a promessa de redução de impostos.

Os data centers são espaços onde ficam os servidores usados para processar, gerenciar e armazenar grandes volumes de dados digitais. É deles que saem as respostas que o ChatGPT, por exemplo, te dá. Esses centros exigem uma infraestrutura robusta, com alto consumo de energia e sistemas de resfriamento que utilizam água potável.

Uma pesquisa feita no ano passado, na Califórnia, analisou a água usada tanto na geração de energia quanto no resfriamento dessas máquinas para estimar o gasto do ChatGPT. O que os cientistas descobriram é que, a cada comando com 20 a 50 perguntas, meio litro de água potável evapora.

Se o número parece pequeno, é preciso lembrar que a ferramenta tem 400 milhões de usuários semanais. Se todos se limitassem a esse volume de comandos, a água usada seria suficiente para manter cidades brasileiras inteiras por pelo menos um dia.

Os data centers não processam apenas as IAs, mas também outras tecnologias. No entanto, desde a chegada das ferramentas de inteligência artificial, o consumo de água vem registrando recordes. (Veja mais abaixo)

O governo brasileiro enviou representantes para os Estados Unidos em uma jornada de encontros para atrair empresas para o país e instalarem seus data centers. Para isso, o país quer oferecer menos impostos para quem quiser vir ao Brasil.

Barqueiros se reuniram para realizar a retirada de aguapés que atrapalham a navegação no Rio Jacaré Guaçu, em Ibitinga, neste final de semana.

A ação contou com cerca de 25 embarcações. A mobilização começou por volta das 9h da manhã e deve seguir até a boca do rio Tietê, onde as plantas serão desviadas da área de navegação.

Segundo o Evandro Vinícius Amorim, guia de turismo fluvial de Ibitinga, a maior moita tem quase 200 metros de extensão, mas o total de vegetação acumulada no leito chega a aproximadamente quatro quilômetros.

"Já faz um tempo que esses aguapés tomaram conta do rio e a gente tomou a iniciativa de fazer a limpeza. Estamos empurrando as moitas desde as 9 horas da manhã, levando elas até a boca do Rio Tietê", explica Evandro.

Três homens foram detidos no sábado (17) suspeitos de provocar uma queimada em uma área de vegetação próxima ao Parque Municipal Cachoeira da Marta, em Botucatu (SP).

Segundo a Guarda Civil Municipal (GCM), os suspeitos foram localizados durante patrulhamento, depois que moradores denunciaram que viram pessoas ateando fogo na região. O trio foi levado à delegacia, onde prestou depoimento e, em seguida, foi liberado.

O caso será investigado pela Polícia Civil. Caso fique comprovada a responsabilidade, os homens podem responder por crime ambiental.

Passe o dia 5 de maio mergulhada no seminário “Healthy Aging 2025”, promovido pelo centro de longevidade da Universidade Stanford (EUA), sobre os pilares do envelhecimento saudável – o que inclui cuidar de corpo e mente. Foram tantas apresentações instigantes que esta e as próximas colunas serão uma seleção dos melhores momentos do evento. No painel de abertura, dedicado à saúde mental, a expressão “nutrir a mente” foi muito utilizada: significa não só desafiar o cérebro aprendendo coisas novas, mas também ampliar as conexões sociais e abraçar a espiritualidade. Chip Conley, criador da Modern Elder Academy e o primeiro palestrante, afirmou que a meia-idade não tem recebido a devida atenção. Para ele, esse período se estende dos 35 aos 60 anos, e é quando as pessoas vivem inúmeras transformações, inclusive hormonais.

“Durante a vida adulta, a cobrança é enorme e não temos tido tempo de nos recuperar, de nos curar. Os homens convivem com o desapontamento com a carreira; o sentimento de irrelevância; a imposição da virilidade. As mulheres enfrentam a perimenopausa com as exigências da tirania da beleza; a invisibilidade emocional; desafios financeiros até maiores que os dos homens; e a sobrecarga de cuidar de parentes. E todos sofrem com a solidão”, enfatizou.

A psicóloga Maris Loeffler, especializada em ansiedade, estresse e trauma, disse que o estilo de vida que escolhemos tem um peso enorme na saúde mental: “temos que pensar em como queremos envelhecer e tomar as decisões que nos levem por esse caminho”.

A praia de Atafona, no município de São João da Barra (RJ), está sendo engolida pelo mar. As ruínas do que sobrou das casas, clubes, prédios públicos e ruas são só a ponta do iceberg.

Cerca de 500 edifícios do distrito de São João da Barra, no norte do Rio de Janeiro, já estão sob as ondas. Eles seguem visíveis agora só na memória dos moradores mais antigos.
"Minha casa era aqui", diz Sônia Ferreira, uma aposentada que perdeu duas casas: uma para o mar, a outra, para a areia.

"Eu não tinha vista do mar quando a casa foi construída. Eu tinha dois quarteirões, três quarteirões de casa na minha frente, depois uma avenida Atlântica asfaltada, um calçadão e, depois, um monte de areia até chegar à água. Essa era a minha realidade há 45 anos, quando a gente construiu a casa. Então isso tudo foi indo, isso tudo foi acabando, e o mar foi chegando, foi chegando, até que, em 2019, ele tombou exatamente a curva aqui do meu terreno", conta a aposentada Sônia Ferreira.

 Há pelo menos sete décadas, Atafona perde cinco metros por ano de terreno para o fundo do mar. O distrito fica localizado bem no meio do delta do rio Paraíba do Sul, que, antes de chegar na região, atravessa os estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Mas, afinal de contas, o que está acontecendo em Atafona?

É o que, há 20 anos, a pesquisadora da Universidade Federal Fluminense Thaís Baptista vem buscando responder. Os dados coletados sugerem que o processo é, em parte, natural e ocorria antes mesmo da ocupação do território. Mas as intervenções humanas no rio Paraíba do Sul aceleraram, e muito, esse processo.

"Ao longo de cinco, quatro mil anos atrás, várias vezes aconteceram esses processos de erosão costeira. Aí, a planície erodia, mas depois ela voltava a se recuperar. O que a gente pode dizer é assim: eu não acredito que as barragens sejam o estopim da erosão, mas, considerando o contexto que a gente está tendo, pode ser que as barragens, atualmente, estejam intensificando o processo de erosão, que provavelmente tem causas mais naturais, eu acho", frisa Baptista.

O Centro-Oeste paulista atingiu uma marca preocupante: 101 mortes por dengue foram confirmadas em 2025. Os dados são do painel de arboviroses da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, atualizado nesta quinta-feira (15).

O número representa o agravamento da epidemia da doença na região, que também já ultrapassou 71 mil casos neste ano.

Entre os cinco óbitos mais recentes registrados, três ocorreram em Marília, um em Assis e um em Canitar. Marília também lidera o ranking de mortes na região, com 20 vítimas, seguida por Ourinhos (9), Assis (8), Lins (7) e Promissão (7).

 Já em relação ao número de casos, Bauru é a cidade com mais registros da doença, com 10.566 confirmações, seguida por Marília, com 9.588, Assis, com mais de 6 mil, Ibitinga, com mais de 4 mil e Ourinhos, com 4.071.

Quatro suspeitos de furtar caminhonetes e SUVs de luxo - veículos esportivos altos - com tecnologia "keyless", que permite destrancar e ligar o veículo sem uso da chave física, foram presos durante uma operação da Polícia Civil nesta quinta-feira (15), em Assis (SP) e Londrina (PR)

Segundo a investigação, que recebeu o nome de Operação Keyless, o grupo agia de forma organizada, usando equipamentos eletrônicos para burlar o sistema de segurança dos veículos, em especial da marca Toyota.

Foram cumpridos cinco mandados de prisão temporária e 15 mandados de busca e apreensão. Os policiais também recolheram celulares e objetos que devem ajudar a esclarecer os crimes.

 De acordo com a Polícia Civil, ao menos 15 crimes já foram esclarecidos até o momento, sendo 13 furtos de Hilux, um roubo da mesma marca e outro roubo envolvendo um veículo Voyage, usado em uma das ações. Após os furtos, os carros eram levados rapidamente para outros estados.

Dezenas de montanhistas e monges budistas enterraram simbolicamente nesta segunda-feira (12) a geleira Yala, nos Himalaias do Nepal, que está desaparecendo devido ao aquecimento global.

Localizada entre 5.170 e 5.750 metros acima do nível do mar, no Vale Langtang (norte), a geleira Yala perdeu dois terços de sua massa e encolheu 784 metros desde 1974, segundo o Centro Internacional para o Desenvolvimento das Montanhas (Icimod).

Cientistas preveem que, no ritmo atual de aumento da temperatura global, a geleira poderá desaparecer até 2040, tornando-se a primeira no Himalaia a sofrer esse destino.

"Tenho estudado essa geleira há 40 anos e a vi derreter com meus próprios olhos", disse à AFP Sharad Prasad Joshi. "Temo que as gerações futuras não a vejam como era", lamentou.

Monges budistas organizaram uma cerimônia em sua memória nesta segunda-feira, com duas placas de granito.

Pesquisadores conseguiram transformar chumbo em ouro. O experimento foi feito em um acelerador de partículas na Europa, onde foi forçada a colisão de núcleos de chumbo em alta velocidade. (Entenda mais abaixo)

Transformar chumbo em ouro era o sonho dos alquimistas do século 17, que buscavam formas de converter metais comuns em metais preciosos. Agora, cientistas do CERN — o laboratório europeu de física de partículas, na Suíça — conseguiram fazer isso. Ainda que por apenas alguns microssegundos.

Há séculos, estudiosos tentavam essa transformação, mas a dificuldade estava na diferença entre o número de prótons nos dois elementos. Os prótons são as partículas que ficam no núcleo do átomo. O chumbo tem 82 prótons, enquanto o ouro tem 79.

Carlo Ancelotti mal chegou à Seleção Brasileira e já trabalha com alguns nomes diferentes das últimas convocações. O zagueiro Alexsandro, do Lille, o lateral Caio Henrique, do Monaco, e o atacante Antony, do Real Betis estão no radar do treinador italiano.

A informação, publicada primeiro pelo ge, foi confirmada pelo CNN Esportes, que avançou e traz mais um nome que pode pintar na convocação: Andrey Santos, do Strasbourg.

Veteranos de confiança e novos testes
O italiano conta com Casemiro, nome de confiança no Real Madrid, além de tentar recuperar o futebol de Neymar, fundamental para as chances de título da Seleção Brasileira na próxima Copa do Mundo.

A Apex Brasil anunciou nesta segunda-feira, dia 12, negócios empresariais de gigantes chinesas com o Brasil, nos setores de delivery e fast-food, entre outros, além do mercado de semicondutores.

O presidente da Apex Brasil, Jorge Viana, antecipou que os investimentos entre empresas em geral vão somar cerca de R$ 27 bilhões.

Os anúncios e planos de investimentos estão sendo divulgados durante o Seminário Empresarial Brasil-China, encerrado por Viana e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na capital chinesa.

Líder no mercado de entregas na China, a Meituan vai entrar no Brasil para concorrer, principalmente, com o Ifood. A empresa anunciou um investimento de R$ 5,6 bilhões, em cinco anos.

Segundo dados do governo, a estimativa de é geração de 100 mil empregos indiretos, além da instalação de uma central de atendimento no Nordeste, com 3 mil a 4 mil empregos diretos.

No Brasil, a empresa vai usar a marca Keeta, bandeira sob a qual já opera em Hong Kong e na Arábia Saudita.

A rede Mixue vai passar a comprar frutas do Brasil para fabricação dos sorvetes e bebidas geladas, como chás. A empresa é a maior rede de fast-food do mundo, com 45 mil lojas, à frente do Mc Donald’s.

Uma batida transversal entre dois veículos deixou uma caminhonete tombada na rodovia Laurentino Mascari  neste sábado (10), em Itápolis. 

O acidente aconteceu no km 180+150m da via. Os objetos que estavam na carroceria da caminhonete, ficaram caídos no canteiro central. De acordo com a concessionária que administra a via, os veículos seguiam na pista leste, sentido Borborema a Taquaritinga.

Kye Aziz nunca se considerou um amante da natureza. Solicitante de asilo vindo da Indonésia e atualmente morando em Melbourne, na Austrália, ele já tinha passado bastante tempo no interior e em regiões montanhosas.

Mas foi só depois de participar de um piquenique e uma atividade de jardinagem – prescritos como parte de um tratamento social - que ele passou a ver a natureza de um outro jeito.

"Você sente como se tivesse sido transportado para outro lugar", conta Aziz. "Morar na Austrália e viver a cultura ocidental pode ser algo muito solitário e individualista, mas quando estou sentado ao ar livre, rindo com os outros, me sinto em casa."

Existe uma ciência por trás dessa sensação. Nos anos 80, como parte de uma estratégia de saúde pública para ajudar trabalhadores urbanos estressados a se curar por meio da natureza, o governo japonês investiu em uma campanha chamada "shinrinyoku", ou banho de floresta.

Inicialmente, "era uma sensação, e não uma ciência", diz Qing Li, médico e professor clínica da Escola de Medicina de Nippon, em Tóquio.

Mas nas últimas décadas, Li e outros pesquisadores descobriram que o banho de floresta está associado à redução da pressão arterial, à estabilização do sistema nervoso, redução de hormônios do estresse, fortalecimento da imunidade e redução da ansiedade, depressão, raiva e fadiga.

O TikTok lançou nesta quarta-feira (8) sua plataforma de comércio eletrônico no Brasil, o TikTok Shop.

A novidade, que passa a concorrer com grandes varejistas como Amazon, Magalu e Americanas, promete transformar a forma como os usuários descobrem e compram produtos na rede social, ao adotar o conceito de "compra por descoberta".

Segundo a empresa, a plataforma integra descoberta e compra dentro do próprio aplicativo, permitindo que marcas, vendedores e criadores usem o TikTok para impulsionar seus negócios.

O serviço já está disponível em países como Estados Unidos, Reino Unido, França, Itália, Alemanha e Espanha.

A proposta é que o usuário encontre e adquira produtos sem sair da rede social.

Parte de uma nave espacial da era soviética deve retornar à Terra esta semana, depois de ficar presa em órbita por mais de meio século.

A Kosmos 482 foi lançada em 1972 como parte de uma missão a Vênus, mas nunca saiu da órbita baixa da Terra e se separou em quatro partes, de acordo com a Nasa.

Um desses pedaços, que se acredita formar a sonda de pouso, deve entrar na atmosfera do planeta por volta do dia 10 de maio — e pelo menos parte da estrutura poderá sobreviver à viagem sem se queimar, ainda segundo a agência espacial dos EUA.

Os cientistas não tem detalhes sobre essa reentrada. Não se sabe, por exemplo, onde ela poderá pousar.

No entanto, mesmo que partes da sonda sobrevivam ao contato com a atmosfera, 70% do planeta é coberto por mar, então é improvável que a queda cause danos significativos.

"É muito mais fácil ganhar na loteria do que ser impactado por este pedaço de lixo espacial", compara Stijn Lemmens, analista sênior de Mitigação de Detritos Espaciais da Agência Espacial Europeia.

Jogadores do Flamengo sofreram uma tentativa de assalto na Linha Amarela, após o desembarque dos atletas no Aeroporto do Galeão, no final da madrugada desta quinta-feira (8), informou o clube em uma nota (veja a íntegra no fim desta reportagem).

Segundo o clube, o carro onde estava o goleiro Rossi foi alvo de quatro tiros na altura de Bonsucesso, Zona Norte do Rio.

Ainda de acordo com o clube, apesar do susto, ninguém se feriu, e o roubo não foi concretizado.

"Ao desembarcarem no Rio de Janeiro, por volta de 5h30 da manhã, retornando para suas casas após partida na Argentina válida pela Conmebol Libertadores, alguns automóveis de jogadores do Flamengo sofreram tentativa de assalto na Linha Amarela, na altura de Bonsucesso", diz o comunicado.

"O carro onde estava o goleiro Rossi, que é blindado, chegou a ser alvejado com quatro tiros. Apesar da grave ocorrência, a tentativa não se concretizou e nenhum dos atletas ou integrantes dos veículos se feriu", diz outro trecho da nota.

O Flamengo jogou na Argentina, na noite desta quarta-feira (7), e empatou por 1 a 1 com o Central Córdoba, pela quarta rodada da fase de grupos da Libertadores.

Um outro motorista que passava pela via disse que também foi alvo dos criminosos.

Especialistas em inteligência artificial estão entre os mais procurados no mercado de trabalho. E, apesar dos salários altos, que podem ultrapassar os R$ 20 mil por mês, muitas pessoas não apostam na área por considerá-la muito difícil.

Mas o que fazer para quebrar essa barreira? Uma saída pode ser apostar em cursos rápidos, que fazem uma introdução à inteligência artificial.

O Google Cloud, empresa de computação em nuvem do Google, se comprometeu a treinar 1 milhão de brasileiros em inteligência artificial e tecnologias de nuvem. O anúncio foi feito na terça-feira (29), durante o Web Summit Rio

Para isso, a empresa oferece programas de formação em parceria com instituições de ensino, além de cursos no canal do Google Cloud no YouTube e na plataforma Cloud Skills Boost.

 Eles incluem treinamentos sobre inteligência artificial generativa, infraestrutura de nuvem, análise de dados e cibersegurança. Os cursos são gratuitos e têm conteúdo em português.

Segundo a empresa, a plataforma já tem 648 cursos em português, sendo 49 de IA generativa.

Lucy diz que sempre foi um pouco preocupada, mas há dois anos começou a ficar ansiosa e a ter ataques de pânico.

"Eu não sabia o que estava acontecendo e meus pais também não", diz a jovem de 15 anos. "Era assustador. Os ataques ocorriam sem aviso. Piorou e comecei a tê-los em público."

Lucy começou a faltar muito à escola e parou de socializar. Ela diz que era difícil para seus pais vê-la sofrendo. "Não sabíamos o que fazer ou para onde ir."

Por seis meses, ela tentou controlar sua ansiedade sozinha, mas eventualmente a família decidiu pagar por terapia cognitivo-comportamental.

Lucy diz que fez uma grande diferença. Embora ela ainda tenha ataques de pânico, eles são muito menos frequentes e ela voltou a frequentar a escola e a fazer as coisas de que gosta.

A história de Lucy está longe de ser única. Uma em cada cinco crianças e jovens de 8 a 25 anos tem um provável transtorno de saúde mental, segundo dados do sistema público de saúde do Reino Unido.

Por que os problemas são tão comuns
A adolescência é quando os problemas se tornam cada vez mais comuns, à medida que os jovens enfrentam os desafios do crescimento, o estresse das provas, as amizades e os relacionamentos.

Existem também razões biológicas que tornam os problemas de saúde emocional mais prováveis, afirma Andrea Danese, especialista em psiquiatria na infância e adolescência do King's College London.

O governo federal detalhou, nesta quarta-feira (23), a composição de produtos apontados como 'café fake' que foram apreendidos, em fevereiro, em uma operação realizada em fábricas nos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

Os produtos são de três marcas que não foram reveladas e sequer continham café, segundo o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov) do Ministério da Agricultura, Hugo Caruso.

A análise feita pelo ministério indicou que eles eram compostos por cascas de grão e elementos considerados "lixo" da lavoura – grãos ardidos, defeituosos, que são dispensados no processo de produção de café.

 Além disso, as bebidas continham uma toxina cancerígena.

Para ser considerada café, a bebida tem que ser feita apenas do fruto. A legislação brasileira de alimentos tem algumas categorias que, caso o ministério assim entenda, poderiam enquadrar o "pó sabor café" (saiba mais).

Mas nem todos os produtos conhecidos como "café fake" deixam claro o que foi usado na sua composição nem especificam o quanto de café é utilizado na receita, bem como a quantidade de impurezas presentes.

'Fora dos supermercados

O ministério informou que os produtos apreendidos não podem ser considerados alimentos e foram recolhidos dos supermercados.

“Recolhemos [dos supermercados] porque a matéria era toda feita de resíduo, só lixo”, disse Caruso.

Agora, eles deverão ser analisados também pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller Júnior, afirmou nesta segunda-feira (5) que o plano de ressarcimento dos aposentados e pensionistas vítimas da fraude sairá até a próxima semana.

Waller concedeu entrevista à GloboNews nesta manhã. Ele afirmou também que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu agilidade no caso, que foi alvo de operação da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU).

Segundo a investigação, entidades sindicais que oferecem serviços a aposentados cadastravam pessoas sem autorização e descontavam mensalidades dos benefícios pagos pelo INSS. A entidade estima que 4,1 milhões de beneficiários podem ter sido vítimas dos descontos, e o prejuízo pode chegar a R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.

"Pela pressa que o presidente nos deu, creio que todo o plano pode sair nessa ou na próxima semana", mencionou Waller.

"O presidente da República determinou o mais rápido possível. Agora, estamos em fase interna na Casa Civil. Tão logo seja aprovado, seja concordado, seja fechado — temos outros atores para discutir, como Supremo, CNJ, DPU, Ministério Público Federal — começaremos [o programa] o mais rápido", disse em outro momento.

Ainda segundo Gilberto Waller Junior, neste domingo (4) o INSS abriu 13 processos de responsabilização de pessoas jurídicas.

Um homem de 26 anos morreu afogado neste domingo (4) na lagoa da Quinta da Bela Olinda, em Bauru (SP).

De acordo com o boletim de ocorrência, as equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros receberam um chamado na lagoa, localizada no bairro Jardim Ivone, sobre um afogamento.

De acordo com relato de moradores do local, a vítima teria tentado atravessar a lagoa nadando mas, durante o trajeto, começou a se afogar.

Um acidente entre dois carros interditou completamente a Rodovia Transversal (SP-333), em Itápolis (SP), na tarde deste sábado (3).

A batida, que envolveu dois veículos, bloqueou as pistas nos dois sentidos por quase duas horas.

Ao todo, cinco pessoas estavam nos veículos. Três saíram ilesas, uma teve ferimentos leves e outra ferimentos moderados, segundo a concessionária.

Segundo informações da Artesp, um dos carros cruzava a pista no sentido leste sem os devidos cuidados e foi atingido na lateral pelo outro veículo.

"Já estou acostumada. Para mim, é um hábito."

Yuna Ku é jornalista do serviço coreano da BBC e mora em Seul, capital da Coreia do Sul. A jovem paga para reciclar seus restos de comida, que deposita em máquinas com sensores espalhadas por diferentes pontos onde mora — um condomínio com 2 mil apartamentos.

O sistema de reciclagem de resíduos alimentares da Coreia do Sul pode parecer estranho à primeira vista, mas transformou o país em exemplo para o resto do mundo.

Jae-Cheol Jang é professor no Instituto de Agricultura da Universidade Nacional de Gyeongsang, no sul do país, e coator de um estudo recente sobre o sistema coreano de reciclagem de resíduos de alimentos.

"Dados do Sistema Nacional de Manejo de Resíduos de 2022 mostram que a Coreia do Sul processa cerca de 4,56 milhões de toneladas de restos de alimentos por ano (vindo de casas, restaurantes e comércios menores)", disse Jang à BBC.

"Dessa quantidade, 4,44 milhões de toneladas são recicladas. Isso representa cerca de 97,5% dos resíduos de comida."

O número é impressionante.

Nos Estados Unidos, por exemplo, a Agência Ambiental americana estima que, das 66 milhões de toneladas de resíduos de comida gerados em 2019 por restaurantes, casas e supermercados, cerca de 60% foram parar em aterros sanitários.

A ONU calcula que, em 2019, o desperdício de alimentos em casas, comércios e restaurantes chegou a 931 milhões de toneladas no mundo.

Mas como a Coreia do Sul consegue reciclar seus resíduos alimentares de forma tão eficiente? E o que ela pode ensinar a outros países?

Campanhas de conscientização e protestos
O sistema sul-coreano é resultado de um trabalho de décadas. Em 1996, o país reciclava apenas 2,6% dos seus resíduos alimentares, mas isso começou a mudar com a transformação econômica iniciada nos anos 1980.

"A década de 1980 foi um período fundamental para o desenvolvimento econômico da Coreia do Sul", explica o professor Jang.

"Com a industrialização e a urbanização, também surgiram problemas sociais, e um deles foi o manejo de resíduos."

A Coreia do Sul tem mais de 50 milhões de habitantes e uma densidade populacional alta, de mais de 530 pessoas por quilômetro quadrado.

"Vou te falar", afirmou o astronauta Harrison Schmitt enquanto a Apollo 17 se aproximava da Lua, "se alguma vez houve um pedaço de azul com aparência frágil no espaço, é a Terra neste momento".

Em 7 de dezembro de 1972, uma quinta-feira, a humanidade teve sua primeira visão do nosso planeta como um todo. Naquele momento, foi tirada a foto batizada de Blue Marble ("Bola de gude azul", em tradução livre) — uma imagem que mudou a maneira como vemos nosso mundo.

"Posso ver as luzes do sul da Califórnia, Bob", disse Schmitt à sala de controle terrestre cerca de uma hora e meia após o início do voo. "O campo estelar do homem na Terra está competindo com o céu."

A tripulação da Apollo 17 — o comandante Eugene Cernan, o piloto do módulo de comando Ronald Evans e o piloto do módulo lunar Harrison "Jack" Schmitt — observavam sua casa se distanciar, enquanto viajavam para o espaço na última missão tripulada à Lua.

Olhando para a Terra, Cernan comentou: "As nuvens parecem ser muito artísticas, muito pitorescas. Algumas giram no sentido horário... mas parecem ser... muito tênues, você pode... ver através destas nuvens a água azul abaixo".

É uma imagem perene da beleza, mas também da vulnerabilidade do nosso planeta — à deriva na vastidão do Universo, que não abriga nenhum outro sinal de vida que tenhamos conseguido detectar até hoje.
Mas nosso planeta também é um planeta de grandes mudanças. Os movimentos tectônicos que deslocam as massas terrestres são lentos demais para que nossos olhos percebam. No entanto, outra força — a própria humanidade — vem remodelando nosso planeta em um ritmo que podemos ver. A urbanização, o desmatamento, a poluição e as emissões de gases de efeito estufa estão alterando a aparência da Terra.

Mas, afinal, como nosso planeta mudou nos últimos 50 anos, desde que esta imagem icônica foi tirada?

Estas primeiras fotos da Terra foram tiradas pela tripulação, que se revezou no uso da câmera a bordo — uma Hasselblad 500 EL analógica manual, com filme Kodak de 70 mm —, fascinada pela visão da Terra vista do espaço.

"Todas as imagens capturadas com a Hasselblad são espetacularmente nítidas e brilhantes", diz Jennifer Levasseur, curadora do Museu Aeroespacial do Instituto Smithsonian, em Washington DC, nos EUA.

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