Uma usina de produção de açúcar, etanol e bioenergia abriu inscrições para um programa de estágio que oferece mais de 100 vagas distribuídas entre as unidades de Colina, Guaíra, Guaraci, Olímpia, Palmital, Pitangueiras, São José do Rio Preto e Tanabi (SP).

 As vagas são para estudantes de administração, agronomia, ciências da computação, comércio exterior, contabilidade, direito, economia, todas as engenharias, psicologia, publicidade e propaganda, comunicação, letras, relações internacionais, tecnologia da informação, química, entre outros.

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Concessionárias que cobram pedágio em rodovias federais terão que aceitar pagamentos em PIX ou por cartão de débito e crédito.

A regra consta em uma portaria publicada pelo Ministério dos Transportes nesta sexta-feira (8). As empresas têm prazo de 90 dias para se adaptar à medida.

Ao fim desse prazo, os pedágios terão que contar com cabines que recebam, além do dinheiro em espécie, os pagamentos por PIX, cartão físico ou aplicativos de celular.

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Os microempreendedores individuais (MEIs) devem ficar atentos para não cometer erros no preenchimento da declaração anual de faturamento (DASN-SIMEI) à Receita Federal. O prazo para entrega obrigatória vai até o dia 31 de maio.

Na declaração, é preciso informar os ganhos obtidos em 2023, como vendas e prestações de serviços. O faturamento anual deve ser, no máximo, de R$ 81 mil ou proporcional ao mês de abertura da empresa.

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Em meio às fortes chuvas que vêm causando grandes estragos pelo país, muitas pessoas enfrentam problemas como eletrodomésticos queimados e inundações.

Em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, chuvas intensas e alagamentos em diferentes pontos da cidade são comuns no começo de ano e afetam milhares de pessoas.

Diante das consequências que podem ser causadas por essas tempestades, muitos se perguntam: e agora, quem arca com os prejuízos?

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O Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) publica nesta quarta-feira (10) o edital do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), certame que selecionará 6.640 candidatos para cargos no governo federal.

No edital é possível encontrar informações essenciais, como blocos temáticos, conteúdos, critérios de classificação e desclassificação, lista de espera, cadastro de reserva, validade do certame, cronograma completo e composição das notas finais.

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A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) está com edital de concurso público aberto para oportunidades em vários cargos para todas as regiões do estado de São Paulo, incluindo as regiões de Bauru (SP), São José do Rio Preto (SP) e Sorocaba (SP).

Ao todo, serão mais de 200 vagas como técnico administrativo, técnico ambiental e técnicos em áreas específicas para níveis médio e superior. Entre as oprotunidades há vagas para advogado, analista administrativo, analista ambiental e analista de tecnologia da informação.

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As tarifas das praças de pedágio da BR-153 instaladas no interior de São Paulo irão passar por reajuste.

De acordo com a concessionária que administra o trecho paulista, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou a nova tarifa básica, conforme previsto no contrato de concessão.

Portanto, o valor vai passar de R$ 8 para R$ 8,90 para carros, ônibus e caminhões. A tarifa para motocicletas, motonetas e bicicletas motorizadas passa de R$ 4 para R$ 4,45 (confira os detalhes mais abaixo).

A mudança passa a valer a partir da 0h de sexta-feira (28) e contempla as quatro praças de pedágio, em Onda Verde, José Bonifácio, Lins e Vera Cruz (SP).

BR-153, em São José do Rio Preto (SP) — Foto: Triunfo Transbrasiliana/Divulgação

BR-153, em São José do Rio Preto (SP) — Foto: Triunfo Transbrasiliana/Divulgação

fonte:G1

Tatuagem ajuda clientes a recuperaram autoestima diante de marcas no corpo no interior de SP — Foto: Cintia Cavalcanti/Arquivo Pessoal

Tatuagem ajuda clientes a recuperaram autoestima diante de marcas no corpo no interior de SP — Foto: Cintia Cavalcanti/Arquivo Pessoal

Ressignificar cicatrizes físicas por meio de cores e símbolos na pele está entre as vocações de dois tatuadores de Bauru, no interior de SP. Marcelo Paro e Cintia Cavalcanti são profissionais que transformam a arte da tatuagem em eternos sinais de superação.

No "Dia do Tatuador", celebrado nesta quinta-feira (20), o g1 conta como os tatuadores se tornaram parte fundamental na construção da autoestima de muitos clientes.

Ao camuflar cicatrizes cirúrgicas, feridas e queimaduras com desenhos que variam em uma infinidade de traços, os tatuadores registram uma "marca personalizada" naqueles que buscam vencer as adversidades da vida.

Embora tenham trilhado caminhos em épocas diferentes, ambos atribuem o mesmo significado à tatuagem: "uma poderosa forma de expressão emocional".

Tatuadores usam da arte para ressignificar marcas e cicatrizes que trazem memórias difíceis aos clientes — Foto: Cintia Cavalcanti/Arquivo Pessoal

Tatuadores usam da arte para ressignificar marcas e cicatrizes que trazem memórias difíceis aos clientes — Foto: Cintia Cavalcanti/Arquivo Pessoal

Entrada na profissão

Nas garagens e praças de Salto (SP), Marcelo Paro, de 50 anos, começou a tatuar ainda criança, em 1984, quando se reunia com os amigos da vila onde morava para desenhar símbolos na pele usando apenas agulhas e tinta nanquim.

Motivado pela paixão e inspirado por tatuadores nacionais renomados, como Maurício Teodoro e Boris Lister - um dos mais antigos do país -, a história profissional de Paro começou 10 anos depois, em Bauru, no centro-oeste paulista.

Marcelo ressalta que ser tatuador requer dedicação total à sua arte. “Nas décadas de 80 e 90, a tatuagem era quase sacerdócio, pois tínhamos que acreditar na nossa arte e nosso desenvolvimento profissional, mesmo contando com poucos recursos”, relembra.

Tatuador Marcelo Paro, de Bauru, no interior de SP — Foto: Arquivo pessoal

Tatuador Marcelo Paro, de Bauru, no interior de SP — Foto: Arquivo pessoal

Com a mesma convicção, Cintia Cavalcanti, de 53 anos, também acredita que a tatuagem é um trabalho que demanda muita responsabilidade, estudo e técnica.

Formada em design, Cintia decidiu dar um novo passo na carreira em 2018, ao estudar técnicas de tatuagem. Mas, antes de ser conhecida como tatuadora, ela precisou atender a um pedido pouco usual de uma cliente.

Cintia Cavalcanti começou a ressignificar marcas e cicatrizes já há pouco mais de três anos — Foto: Cintia Cavalcanti /Arquivo Pessoal

Cintia Cavalcanti começou a ressignificar marcas e cicatrizes já há pouco mais de três anos — Foto: Cintia Cavalcanti /Arquivo Pessoal

“Uma mulher me procurou para cobrir uma cicatriz de abdominoplastia que a deixava muito triste e envergonhada. Na época, ela me conhecia apenas como designer. Deu tão certo a tatuagem, que a mãe dela, que havia passado pela mesma cirurgia, também pediu para que [eu] tatuasse flores no lugar da cicatriz”.

'Marcas da vida'

Tatuadora de Bauru diz que a tatuagem assumiu um significado de amenizar marcas que trazem desconforto  — Foto: Cintia Cavalcanti/Arquivo Pessoal

Tatuadora de Bauru diz que a tatuagem assumiu um significado de amenizar marcas que trazem desconforto — Foto: Cintia Cavalcanti/Arquivo Pessoal

Após a primeira experiência, Cintia passou a tatuar nas cicatrizes de suas clientes. A técnica mais utilizada pela ilustradora é a da arte botânica - representação de flores, frutos e folhas de árvores.

Entusiasta da técnica de colorimetria, Cintia conta que também estudou a composição das cores para valorizar a singularidade e a beleza de cada mulher, atribuindo significado ao desenho na pele.

“Busco sempre manter equilíbrio em minha minha arte. Faço com que as cores se fundam no tom da pele da minha cliente, deixando o desenho com traços mais suaves. Isso valoriza e enriquece a beleza através da tatuagem”, conta.

A tatuadora relata que já foi procurada por mulheres vítimas de câncer de mama, câncer de intestino, prótese de quadril ou que sofreram queimaduras.

Ressignificar memórias que trazem dor e sofrimento por meio da arte: essa é a premissa principal de Cintia Cavalcanti — Foto: Cintia Cavalcanti /Arquivo Pessoal

Ressignificar memórias que trazem dor e sofrimento por meio da arte: essa é a premissa principal de Cintia Cavalcanti — Foto: Cintia Cavalcanti /Arquivo Pessoal

Para proporcionar empoderamento às clientes, a tatuadora costuma realizar sessão de fotos como forma enaltecer a renovação da vida.

Mulheres que antes lutavam contra o reflexo do espelho, agora podem sorrir diante do que veem”, comenta.
A tatuadora explica que uma cicatriz para ser coberta com a arte, precisa existir há, pelo menos, um ano ou um ano e meio, a depender de cada pele. Na dúvida, Cintia direciona as clientes a um dermatologista.

"Peço uma declaração assinada pelo médico dermatologista antes de tocar na pele. Algumas clientes, na consulta, eu já sei que não posso tocar na pele. Por exemplo, em vasinhos não há necessidade de cobrir com uma tatuagem", diz.

Diferente de Cintia, que trabalha com tons mais suaves, Marcelo costuma tatuar figuras mais marcantes, como heróis e deuses, nas cores branco e preto. Para ele, a tatuagem é capaz de aumentar a autoestima, através da ilustração do poder pessoal.

Porém, mesmo que a tatuagem possa, fisicamente, cobrir marcas de momentos difíceis, Marcelo ressalta que não é o suficiente para superar os traumas do passado.

Marcelo Pero, de Bauru (SP), acredita no poder transformador da arte da tatuagem — Foto: Instagram/Reprodução

Marcelo Pero, de Bauru (SP), acredita no poder transformador da arte da tatuagem — Foto: Instagram/Reprodução

“A maneira como você cobriu a cicatriz não significa que vá te fazer vencer o trauma. Primeiro, é preciso resolver os problemas internos, a causa original, para assim a tatuagem ter seu efeito”.

Para que as tatuagens façam mais sentido, ambos tatuadores acreditam na importância de superar os limites internos, por meio do autoconhecimento.

Como criador do projeto “Tatuagem consciente”, Marcelo também considera a arte da tatuagem como aliada das causas humanas. “A tatuagem consciente mostra a importância da intenção e como os símbolos estão em sincronia com momentos da vida que surgem de uma conexão emocional”.

Segundo o tatuador, é a maneira de acolher e trazer a pessoa para o lugar de amor próprio. “O cliente precisa se conhecer antes de tomar a decisão do que tatuar”, finaliza.

Tatuador de Bauru (SP) desenvolve desenhos realistas — Foto: Marcelo Paro/Arquivo Pessoal

 Tatuador de Bauru (SP) desenvolve desenhos realistas — Foto: Marcelo Paro/Arquivo Pessoal

Para Cíntia, a importância do trabalho está diretamente ligada à lembrança daquilo que deve "falar mais alto". Em relação às mulheres, a tatuadora recomenda que a autoestima grite mais do que memórias de dor e sofrimento.

"É uma verdadeira parceria, eu sei o que elas estão sentindo. A primeira sessão elas vêm retraídas, já na segunda sessão eu percebo que elas já chegam mais confiantes. Nas últimas sessões, eu encerro com um ensaio fotográfico, que resulta em uma redescoberta. É um resgate do próprio eu", reconhece.

Cicatrizes são cobertas com tatuagem por profissionais em Bauru (SP) — Foto: Cintia Cavalcanti/Arquivo Pessoal

Cicatrizes são cobertas com tatuagem por profissionais em Bauru (SP) — Foto: Cintia Cavalcanti/Arquivo Pessoal

 

 

fonte:G1