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Quem acompanha o noticiário internacional com certeza ouviu falar do furacão Irma, que há uma semana está devastando a América Norte. Tudo parece distante, mas não para quem tem parentes nestes locais ou para quem vai viajar. Apreensão e medo resumem o sentimento de quem viu de perto a destruição causada pelo Irma.

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Mauricio Carvalho é de Araraquara e está trabalhando em Porto Rico

Mauricio Carvalho, de 26 anos, está em Porto Rico, uma ilha próxima ao Caribe. Ele está há um mês trabalhando em uma aceleradora de startups. “Quando chegamos não podíamos imaginar o que estava por vir. Foi realmente um grande susto, pois como brasileiros nunca havíamos passado por algo parecido”, diz ele.

Ele relata que as autoridades internacionais são bem organizadas em relação a este tipo de catástrofe. “Há mais de uma semana estavam em estado de alerta. Avisaram para estocar água potável, alimentos não perecíveis e também a deixarem as áreas de riscos”, conta.

Mauricio estava em um apartamento em frente ao mar e teve que ir para o outro lado da ilha, para fugir do forte impacto do Irma. O furacão passou por Porto Rico no último dia 6, com ventos regulares de 295 quilômetros por hora.

Cerca de 900 mil porto-riquenhos ficaram sem energia elétrica, e 2,8 mil precisaram se refugiar em albergues. “O impacto na infraestrutura foi bem forte. Estamos sem água e sem internet. Por aqui percebemos que o que vem depois do furacão parece pior do que o próprio”, diz ele. Não há previsão para a situação se normalizar na ilha.

“Um ponto positivo foi a preocupação e o cuidado que eles tiveram para que não houvessem vítimas. Infelizmente aconteceu, mas várias por imprudência ou por não seguir as instruções”, relata.

Mauricio conta que voltou a trabalhar nesta segunda-feira (11) e que deve ficar na ilha até dezembro. “Passamos por momentos de tensão, mas agora estamos todos bem aqui. Espero que logo a situação volte ao normal. Porto Rico é um lugar lindo, que deve ser reconstruído”, diz ele. (do Cidade On)

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