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Sem água, moradores aproveitaram a chuva para fazer estoque (Foto: Valdinei Malaguti/EPTV)

Do G1 - A Diretoria Municipal de Saúde de Bebedouro (SP) informou nesta segunda-feira (23) que a cidade vive uma epidemia de dengue com 291 casos confirmados desde o início de 2015. O total equivale ao dobro registrado no mesmo período do ano passado.Segundo as autoridades, a situação se agravou no período do racionamento, quando os moradores passaram a armazenar água em baldes e tambores dentro de casa sem dar atenção aos cuidados para evitar a proliferação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.


“Nós estamos vivendo uma grande epidemia no Estado e em Bebedouro. Tivemos um aumento de mais de 100% comparativamente aos dados do ano anterior”, afirma o diretor de Saúde Eurico Medeiros

Descuido no racionamento
Devido à falta de chuvas em 2014 e ao rebaixamento de suas fontes de recursos hídricos, Bebedouro decretou racionamento em outubro e o suspendeu na última quinta-feira (20) graças ao aumento dos níveis dos córregos que abastecem a cidade. A medida, no entanto, é válida enquanto os reservatórios se mantiverem estáveis, explica o diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saaeb), Gilmar Feltrim.

Segundo ele, no período em que foi necessário economizar água e criar maneiras de garantir sua disponibilidade, a população tentou resolver um problema, mas se esqueceu de outro: os focos da dengue.

“Temos notado que as pessoas estão armazenando água de maneira irregular, sem a devida proteção da tampa. Em vários bairros encontramos muitas larvas do mosquito e isso tem nos causado muita preocupação”, explica Feltrim.

Por conta disso, o departamento de controle de vetores tem realizado mutirões para visitar residências de todos os bairros e esclarecer em quais situações o mosquito pode se proliferar. “A falta de água na piscina não significa que não haja foco de dengue. O ovo pode ficar de um ano a um ano e meio grudado na parede”, alerta a agente Suelen Souza.

Precaução
Apesar da necessidade de armazenar água, a dona de casa Célia da Costa garante fazer o possível para que a dengue não seja um problema. Ela conta que tem estocado água das chuvas para realizar tarefas domésticas, mas afirma que tem tomado precauções para evitar a proliferação do mosquito transmissor em baldes, latas e tanques.

“Como falta água, a gente tem que guardar quando chove para poder usar, tomar banho, lavar louça, fazer as tarefas do dia a dia. Eu tampo tudo e não deixo água parada por mais de dois dias”, diz.

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