chuva

Um sistema de captação de água da chuva de um dia é capaz de abastecer, durante um mês, uma residência onde moram duas pessoas. A “invenção", que armazena 10 mil litros com uma precipitação de 30 milímetros, é do administrador de empresas de Piracicaba Emílio Ronaldo Assoni, de 58 anos. Quando construiu sua residência, o homem decidiu que produziria o próprio recurso e não dependeria de ninguém para ter água dentro de casa. Atualmente, no momento em que o estado vive a pior crise hídrica da história, ele apresenta o projeto com orgulho e se considera um exemplo de economia.
O sistema de captação de Assoni começa com o armazenamento da água em vasos de flores adaptados, que possuem uma tampa de metal. Segundo o administrador, quando chove, ele abre os objetos e deixa a água cair. Depois, o recurso é filtrado por mantas acrílicas que tiram toda a sujeira do líquido.

Depois de filtrada dentro do vaso, a água é enviada através de um cano subterrâneo para um tanque que tem a capacidade de 10 mil litros. Depois disso, Assoni coloca 250 mililitros de cloro e liga a bomba, que envia o recurso para a caixa d’água e abastece a residência. Se chover o suficiente para encher o tanque, os moradores da casa utilizam a quantidade armazenada, sem precisar do auxilio do Serviço Municipal de Água e Esgoto (Semae), durante um mês.
Valores
O administrador afirmou que teve a ideia há quatro anos, quando construiu a casa, e que sempre se preocupou em preservar o recurso mesmo antes de a estiagem atingir o estado. Segundo Assoni, as mantas acrílicas custam R$ 7 cada uma e os vasos variam entre R$ 70 e R$ 200. Ao todo, ele gastou R$ 10 mil para implantar todo o sistema dentro de casa.

“Foi um investimento que me fez muito bem. Eu consegui criar um sistema que eu consigo abastecer a minha casa, mas não uso só para fim próprio, eu uso a água da chuva e assim também colaboro com o meio ambiente”, disse.

‘Necessidade de ajudar’

Depois de ter criado o sistema e abastecer a casa por conta própria, Assoni agora quer popularizar a própria invenção e se colocar à disposição para apresentar o projeto a quem estiver interessado em implantar. Ele ainda afirmou que está disposto até a dar aulas, gratuitamente, para mostrar como funciona a captação.

“Isso tudo veio da minha cabeça, eu apenas consultei um especialista em água para saber quanto de cloro eu colocaria para tratar. Agora, eu não posso guardar esse conhecimento, tenho que passar para frente. Tenho necessidade de ajudar”, afirmou.

G1

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