Mário Roberto dá sua versão dos fatos, tentando afirmar inocência.Ele poderá responder, além da tentativa de homicídio, por estupro de vulnerável, dentre outros crimes

esfgaa

Na última semana, o CCPR recebeu uma carta escrita do próprio punho por Mário Roberto Mateus, autor do esfaqueamento cruel contra uma adolescente de 13 anos no último dia 10. A menina levou dez facadas em partes vitais do corpo na segunda-feira e permanece em estado grave na U.T.I de Araraquara. 


Mário dá sua versão dos fatos e pede que o público tire suas conclusões. Segundo ele, a menina que perdeu o pai aos dois anos de idade, aos nove perdeu a avó e foi morar na casa de um tio, afirmando que ali seu primo a violentava, o que contribuiu para que logo saísse daquela casa e retornasse a residência da avó, onde sua mãe,que é dependente química, morava, e logo passou a obrigá-la a “arrumar” dinheiro para o consumo do crack.

 

A menina ia à escola e como Mário tinha um comércio por perto, a menor passava no local todos os dias para pedir algo de comer, que dava para ajudar; e alega que desconhecia as reais intenções da garota. Assim, a menina e mãe se mudaram para o Nova Ibitinga, mas a estadia da menor no bairro não durou, pois o namorado da mãe passara a “mexer” com a adolescente. A menor saiu de casa mais uma vez e passou a morar no meio do mato e a comer chuchu para saciar a fome. Aos dez anos, a menina passou a fazer programas de sexo e Mário se comoveu com a situação e a levou para sua casa, afim da mesma cuidar da sua filha, pois ambas eram amigas.

Aos onze anos ela passou a se envolver com um dos integrantes da família, e a roubar os cartões de crédito e dinheiro do comércio de Mário. A menor ainda tentou fugir para o Paraná, porém como não tinha documentos, acabou voltando para Ibitinga. Ficou na rua por um tempo e ligou para Mário pedindo pra voltar, ele aceitou e até a “obrigou” a ir à escola, mas acabou descobrindo que a mãe da mesma esperava a menina na esquina da escola e a levava para fazer programas.

A adolescente passou a roubar seu comércio, se arrependeu, ele perdoou e “acabou largando” de sua esposa para cuidar da menina. Tempos depois ela saiu de casa e passou a morar na casa de outro homem, na Vila Maysa, mas logo reapareceu na Vila dos Bancários, na casa de Mário, que pagava suas contas e fazia compras pra ela, e em troca a mesma conseguia drogas pra mãe, prima e cunhado. A tragédia ocorreu quando a menina o xingou de otário (por pagar suas contas, mandar dinheiro pra ela) e este “ficou cego de raiva” e atacou a menor com facadas, sem pensar nas consequências.

Mário termina a carta afirmando que só quis ajudar e hoje é condenado e procurado pela lei. Ele relata que a qualquer momento pode se entregar.

Até na manhã desta segunda-feira, dia 24, Mário Roberto Mateus não havia se apresentado a Polícia.

Do Portal Ternura