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Caminhão pegou fogo após o acidente

Recebeu alta na noite de segunda-feira (10) o motorista Leandro Basalea, cujo caminhão que dirigia se envolveu em um acidente com um ônibus de estudantes no dia 27 de outubro, na Rodovia Leônidas Pacheco Ferreira (SP-304), em Ibitinga. O acidente matou treze pessoas, entre elas estudantes e professores de uma escola de Borborema.
Segundo o laudo do Instituto de Criminalística de Araraquara, o motorista do caminhão invadiu a pista contrária atingindo o ônibus, que teve a lateral arrancada com o impacto.

Onze pessoas morreram no local e outras duas morreram dois dias depois, no hospital. Além dos mortos, 22 ficaram feridos. Leandro era o único ferido que ainda permanecia internado. Ele teve parte do corpo queimado após uma explosão causada pela batida e recebia tratamento na unidade de queimadas no Hospital Padre Albino em Catanduva (SP). O veículo conduzido por ele estava carregado com óleo vegetal e parte da carga se espalhou na pista e a Polícia Rodoviária colocou pó de serra para evitar novos acidentes. 

De acordo com a Polícia Civil de Novo Horizonte, Leandro só deve ser ouvido quando chegar uma carta precatória que deve ser enviada pelo delegado responsável pelo caso, Carlos Alberto Ocon de Oliveira, titular da delegacia de Ibitinga. Ainda de acordo com a polícia, pode ser que o próprio delegado queira ir até Novo Horizonte para ouvir o motorista. Ainda não há uma data definida para o depoimento.

Segundo o delegado responsável pelo caso, somente duas testemunhas do acidente foram ouvidas até o momento. Ele informou ainda que deve ir para Borborema para ouvir os sobreviventes nos próximos dias.  A produção do TEM Notícias entrou em contato com a família de Leandro Basalea e um dos familiares informou que ele ainda não tem condições de falar sobre o acidente. Segundo o parente, ele está medicado e ainda sente muitas dores.

O delegado de Novo Horizonte, Marcos Júlio Cornacchia, chegou a ir ao hospital para ouvir o depoimento de Leandro, mas ele ainda estava na UTI da unidade e não teve condições de falar. O delegado estava acompanhado do promotor André Gândara Orlando, que acompanha as investigações do acidente, que informou ainda que o motorista ficou inseguro de falar sem a presença de um advogado. "Ele somente vai falar do acidente oficialmente na presença do seu advogado e quando receber alta da UTI na unidade de queimados", explicou o promotor ao G1 na época.

Já o motorista do ônibus, que voltava de uma excursão a São Paulo, é funcionário da empresa Jabotur de Jabotical e deve ser ouvido na cidade por carta precatória, que já foi enviada, segundo o delegado responsável pelo caso. (G1)