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Mau cheiro e infestação de insetos incomodavam vizinhos. Recicláveis, entulho e material orgânico foram removidos do local na manhã desta quarta-feira (13). 


A Vigilância Sanitária de Boa Esperança do Sul (SP) retirou uma tonelada de lixo que estava acumulado no quinta de uma casa, nesta quarta-feira (13). Vizinhos do bairro Jardim Vista Verde denunciaram a situação por conta da infestação de insetos e do mau cheiro. O dono é catador de reciclável e reclamou da falta de uma cooperativa para trabalhar na cidade. A Prefeitura informou que até o meio do ano que vem deve ter a estrutura para a coleta seletiva na cidade.

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Mau cheiro e insetos
O local era usado como depósito e, após denúncia de vizinhos, a Vigilância Sanitária constatou o problema. Além de material reciclável, havia entulho e lixo orgânico, como restos de fruta e outros alimentos, atraindo baratas, mosquitos, escorpiões e aranhas. A dona de casa Cleide de Paula conta que não aguentava mais o cheiro forte que vem do outro lado do muro.

“Eu tenho problema de alergia e já senti até cheiro de química que me fez muito mal”, disse.

A coordenadora da Vigilância Sanitária, Elisa Maria Alfonso, disse que o dono da casa foi notificado, mas não vai ser multado. “A cidade não tem uma lei estabelecida para multar o cidadão que coleta lixo no quintal”, explicou.


Sem espaço para recicláveis
Já o dono do quintal, o catador de recicláveis Walter Lima da Silva, disse que o material se acumulou porque a cidade não tem coleta seletiva e nenhum espaço para receber recicláveis. “Tudo quanto é cidade tem cooperativa, um local para você trabalhar, mas aqui não tem. Então tem que por no quintal”, afirmou.

O assessor de comunicação da prefeitura, Cleber Ramos, reconheceu a falta de uma política de gestão dos materiais recicláveis, mas afirmou que no próximo ano a cidade vai ter coleta seletiva.

“Tem que fazer o processo licitatório, aquisição de terreno, equipamento e uma série de leis e autorizações necessárias. [A previsão é que] até junho do ano que vem a gente tenha esse processo já pronto e já colocado em andamento”, disse.
O material reciclado que estava no terreno foi vendido pelo próprio catador a uma empresa que faz o reaproveitamento. Já o lixo orgânico foi para um aterro sanitário.

Do G1
(Fotos: Wilson Aiello/ EPTV)