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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou nesta sexta-feira (25) o acionamento da bandeira vermelha nível 2 para agosto. Isso significa que as contas de energia elétrica terão adicional de R$ 7,87 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Uma residência típica no Brasil com quatro pessoas morando consome em média de 150 kWh a 200kWh por mês.

A bandeira tarifária sinaliza ao consumidor os custos reais da geração de energia no país. Quando a geração fica mais cara, a cobrança extra é aplicada automaticamente nas contas.

O motivo da bandeira 2, segundo a Aneel, é o baixo nível das chuvas, que diminui o reservatório das hidrelétricas e leva ao acionamento das termelétricas, que são mais caras.

Empresas brasileiras de diferentes setores que exportam para os Estados Unidos tiveram impactos nas atividades.

O Elton coordenou o último carregamento de minério de ferro antes das férias coletivas. O setor dele na siderúrgica que produz ferro gusa em Matozinhos, na região metropolitana de Belo Horizonte, parou na tarde desta sexta-feira (25).

"Não é um momento muito legal. A gente sai de férias, infelizmente, umas férias meio forçadas, não é umas férias programadas. A gente sai com pesar, com preocupação", diz Elton Silva, supervisor do departamento de carvão.

O serviço de manutenção da fundição vai até domingo (27), quando o forno será paralisado. O operador de sistemas de abastecimento, Carlos Alberto Souza também vai sair de férias, mas não acha que vai conseguir relaxar.

"Quando é uma férias programadas você administra as coisas: posso viajar, posso pescar, posso passear com esposa, com filhos, mas uma férias assim, a gente tem que ficar em casa mesmo aguardando".

Essa é só uma das siderúrgicas de Minas Gerais que estão paralisando a produção de ferro gusa - usado como matéria prima na produção de aço e ferro fundido para a indústria e a construção civil. O motivo é a mudança tarifária anunciada por Donald Trump, que entra em vigor em 1° agosto.

Cerca de 77 mil toneladas de frutas brasileiras que aguardam exportação para os Estados Unidos correm risco de estragar ou de serem comercializadas abaixo do preço de mercado por causa da tarifa de 50% imposta pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

Anunciada por Trump, a medida entra em vigor em 1º de agosto e já levou à suspensão de embarques de frutas, pescados, grãos e carnes.

No setor de frutas, o impacto é expressivo. Um levantamento da GloboNews aponta os volumes em risco:

36,8 mil toneladas de manga
18,8 mil toneladas de frutas processadas, principalmente açaí
13,8 mil toneladas de uva
7,6 mil toneladas de outras frutas

Em uma ilha remota do Pacífico, numa antiga pedreira no topo de um vulcão, Maria Tuki passa por figuras inacabadas esculpidas em rocha.

Os rostos rústicos dessas figuras carregam sobrancelhas franzidas e narizes inclinados, que ficaram famosos no mundo todo. Essa é a terra dos moais, as icônicas estátuas humanas de Rapa Nui, também conhecida como Ilha de Páscoa, uma ilha isolada de 163,7 km² e que fica a 3.500 quilômetros da costa do Chile.

Antes da minha visita, eu esperava ver apenas alguns desses rostos famosos em pontos turísticos específicos. Mas a quantidade de moais é de tirar o fôlego. Alguns estão espalhados ao longo das estradas, à beira da costa e nas encostas dos morros. Juntos, eles formam uma lembrança física e concreta da história ancestral dessa terra.

Séculos atrás, os ancestrais de Tuki esculpiram e entalharam centenas de monolitos como os que hoje estão aqui. Há evidências dessa atividade por todo lado, tanto na pedreira, onde alguns ainda estão profundamente incrustrados na montanha, quanto na terra ao redor, onde estátuas finalizadas foram abandonadas, formando caminhos até a beira da ilha.

Acredita-se que grupos de trabalhadores às vezes perdiam o controle ao transportar as estátuas para as plataformas de pedra espalhadas pela costa.

À primeira vista, os imponentes moais, com suas expressões sérias, parecem resistentes. Mas eles são feitos de tufo, uma rocha vulcânica composta principalmente por cinzas compactadas. Esse tipo de pedra é porosa e macia. O vento e a chuva não perdoam.

De perto, os rostos envelhecidos dos moais estão cheios de sinais de erosão e manchas. Eles estão gradualmente se desfazendo em pó. Tuki, que trabalha na indústria de turismo em Rapa Nui, tem assistido essas figuras impressionantes desaparecerem aos poucos.

"Meu pai me disse: 'um dia os moais retornarão para o oceano'."

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, anunciou nesta segunda-feira (14) que o governo federal realizará, já nesta terça-feira, duas reuniões com representantes do setor privado para discutir a resposta brasileira ao aumento de tarifas anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A medida norte-americana impõe uma tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros exportados para os EUA a partir de 1º de agosto. A decisão foi criticada pelo governo Lula, que considera a ação uma retaliação política — motivada por críticas de Trump ao Supremo Tribunal Federal e em defesa de Jair Bolsonaro.

 Segundo Alckmin, as reuniões são parte do trabalho de um comitê interministerial criado pelo presidente Lula, que reúne o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a Casa Civil, o Ministério da Fazenda e o Ministério das Relações Exteriores.

"A primeira tarefa é conversar com o setor privado. Separamos em dois blocos. Um bloco, a reunião será amanhã às 10h, no MDIC, com a indústria. Estamos chamando os setores industriais que possuem mais relação comercial com os Estados Unidos", explicou o vice-presidente.

A Central de Cooperativas Apícolas do Semiárido Brasileiro (Casa Apis) informou nesta segunda-feira (14) que o embarque de contêineres com 95 toneladas de mel orgânico produzido no Piauí foi liberado na noite de domingo (13), após um apelo feito pelos produtores aos clientes nos Estados Unidos.

A carga estava inicialmente programada para ser embarcada na última sexta-feira (11), mas os compradores solicitaram a suspensão, temendo que o produto chegasse aos Estados Unidos já sob a vigência da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, prevista para entrar em vigor em 1º de agosto.

Os contêineres já estavam no Porto do Pecém, em São Gonçalo do Amarante (CE), distante a mais de 500 km da Casa Apis, localizada no município de Picos, a 314 km ao Sul de Teresina.

"Há mais de 15 anos trabalhamos com esses clientes. Na sexta-feira, fomos surpreendidos com a solicitação de suspensão do envio. Graças a Deus, recebemos a notícia ontem (13) à noite de que o embarque foi liberado, atendendo à nossa solicitação feita aos clientes", afirmou Sitônio Dantas, presidente da Casa Apis.

O empresário explicou que a carga foi dividida entre diferentes navios, com rotas distintas, o que fará com que o mel chegue aos Estados Unidos em datas variadas — em alguns casos, possivelmente já sob a vigência da nova tarifa.

“Eles atenderam ao nosso apelo por conta da parceria de anos. Alguns lotes devem chegar antes do dia 1º, mas outros podem desembarcar depois. Mesmo assim, eles assumiram esse risco em resposta à nossa solicitação”, afirmou Sitônio ao g1.

Outra carga, com mais de 500 toneladas de mel, pertencente ao Grupo Sama, ainda enfrenta impasses e permanece sem envio. O CEO do grupo, Samuel Araújo, afirmou nesta segunda-feira (14) que as negociações com os clientes continuam na tentativa de viabilizar o envio da mercadoria.

“Nenhum cliente quer que a carga chegue após o dia 1º. Eles estão exigindo que a entrega ocorra antes dessa data. Estamos fazendo tudo o que for possível para atender a essa demanda”, declarou Samuel.

Parte das 585 toneladas estava pronta para envio nos portos de Pecem e Mucuripe no estado do Ceará. Outra quantidade estava em processo de beneficiamento, e o restante ainda sendo enviada por fornecedores.

Contratos seguem mantidos e partes avaliam alternativas

O presidente da Casa Apis esclareceu que, embora o embarque tenha sido cancelado inicialmente, os acordos firmados com os clientes seguem mantidos.

A expectativa é de que cerca de mil toneladas adicionais de mel sejam enviadas até o fim do ano, somando-se às mil toneladas já exportadas entre janeiro e junho.

Depois de uma última semana fria, com capitais batendo recordes de menores marcas do ano, uma nova massa de ar polar começa a avançar sobre o Brasil nesta segunda-feira (30).

A previsão é que o fenômeno atue até sexta (4), provocando queda nas temperaturas principalmente no Sul, em parte do Centro-Oeste e em áreas da Região Norte.

Já no Sudeste, esta quarta frente fria do ano e a segunda desde o início oficial do inverno, chega mais enfraquecida e não deve provocar mudanças significativas no tempo.

.Em São Paulo (SP), por exemplo, as temperaturas devem cair ligeiramente nas madrugadas, mas sem chegar a configurar uma onda de frio. Para isso, é necessário que os termômetros fiquem ao menos 5 °C abaixo da média por três a cinco dias consecutivos, o que não deve acontecer.

Nesta semana, a capital paulista terá dias frios, nublados e com chance de chuva. Nesta segunda, a mínima é de 13 °C e a máxima de 21 °C. Na terça (1º), o tempo segue fechado, com variação entre 12 °C e 22 °C. O frio aumenta mesmo na quarta (2), com mínima de 9 °C e máxima de 13 °C, e pancadas isoladas. Na quinta (3), há risco de trovoadas, com temperaturas entre 11 °C e 16 °C.

“[Essa nova onda] deve ser menos intensa do que a primeira do inverno. Isso porque a massa de ar polar que está avançando agora tem menor força e alcança uma área mais limitada do país”, explica o meteorologista César Soares, da Climatempo.
Já nas primeiras horas desta segunda, o ar gelado deve provocar as quedas mais acentuadas de temperatura nos três estados do Sul. As madrugadas entre terça e quinta prometem ainda mínimas próximas de 0 °C, com possibilidade de geada nas áreas serranas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC) e Curitiba (PR) devem amanhecer com temperaturas baixas ao longo da semana, especialmente entre quarta e sexta.

Na capital gaúcha, a mínima pode chegar a 0 °C no início da semana, com máximas em torno de 10 °C e céu nublado, além de chuva isolada prevista para quinta. Florianópolis começa com mínimas de 7 °C e máximas de até 17 °C, mantendo muitas nuvens e chances de chuva ao longo dos dias.

Em Curitiba, o frio se intensifica a partir de quarta, com mínima de 5 °C e máxima de 10 °C, tempo fechado e chuvas isoladas frequentes até o fim da semana.

No Centro-Oeste, o frio mais intenso também será sentido, principalmente em Mato Grosso do Sul e na faixa oeste de Mato Grosso. Em cidades como Campo Grande (MS) e Cuiabá (MT), a previsão aponta manhãs frias e tardes amenas, com céu limpo e pouca nebulosidade, mas o padrão típico de inverno seco continua predominando na região.

Chuvas no Sul
No Paraná, segundo a Climatempo, há risco de temporais no começo dessa semana, especialmente no centro-leste do estado, incluindo Curitiba, que começa a semana com possibilidade de chuva forte e rajadas de vento.

Em Santa Catarina, pancadas intensas podem atingir o norte do estado e o Vale do Itajaí, com tempo nublado persistente. Em Florianópolis, o céu continua carregado e a instabilidade se mantém.

No Rio Grande do Sul, a chuva perde força nos próximos dias, mas ainda há previsão de instabilidade na quinta, com chance de chuva isolada em Porto Alegre. No interior, o frio predomina, e há possibilidade de geada em áreas como o oeste e a Campanha.

Em todas essas regiões, a combinação de temperaturas baixas, céu encoberto e alta umidade deve reforçar a sensação de frio até o fim da semana.

Já entre o Norte e o Nordeste, os maiores volumes de chuva se concentram na porção litorânea. "No entanto, também chove de forma expressiva no Acre, oeste do Amazonas e em Roraima. Há ainda previsão de pancadas localizadas em Rondônia, sul do Amazonas, sul do Pará e em algumas áreas do agreste nordestino", diz Paulo Lombardi, mestre em meteorologia pela USP e meteorologista da Tempo OK.

Vishwash Kumar Ramesh, que sobreviveu à queda de avião que matou mais de 240 pessoas na Índia nesta quinta-feira (12), estava sentado na poltrona 11A. O homem de 40 anos escapou da aeronave pela saída de emergência e contrariou duas estatísticas: a de mortes em acidentes aéreos e a de sobrevivência de passageiros sentados na parte dianteira do avião.

Especialistas em aviação ouvidos pelo g1 e estudos apontam que os assentos mais seguros, em geral, ficam na parte traseira, porque a maior probabilidade em um acidente aéreo é que o impacto seja frontal.

Em 2015, uma análise feita pela revista norte-americana TIME, com base em 35 anos de acidentes aéreos registrados pela Agência Federal de Aviação dos EUA, concluiu que passageiros sentados nos assentos de trás tiveram maior taxa de sobrevivência em acidentes aéreos.

Segundo o levantamento, a taxa de mortalidade era de 32% para passageiros sentados na traseira, contra 39% para os que estavam no meio e 38% para os que viajavam na frente da aeronave. O estudo ainda apontou que os assentos do meio da fileira, especialmente na parte traseira, tinham a menor taxa de mortalidade: 28%.

“Para sua segurança, este contato será gravado.” A frase, comum em ligações de telemarketing, esconde um esquema que movimentou mais de R$ 6 bilhões em descontos indevidos de aposentadorias e pensões.

O Fantástico teve acesso a áudios e relatos que mostram como idosos são enganados por atendentes treinados para confundir e induzir respostas afirmativas. “Era um script pronto. A gente falava sem parar, sem deixar o cliente pensar”, conta uma ex-funcionária de call center.

O caso de Neacir Serrano de Oliveira, de 83 anos, é ainda mais absurdo. Durante 10 meses, ele teve R$ 45 descontados mensalmente para uma associação chamada Cebap.

 Quando o Procon da Assembleia Legislativa de Minas Gerais solicitou a gravação da suposta autorização, recebeu um áudio com voz feminina. “Achou que eu era mulher. Minha voz é bem feia, é rouca perto de uma mulher. Tá longe de ser a minha voz, não tá?”, questiona Neacir.

Ex-funcionários de call centers confirmam que gravações são forjadas. “Quando alguma autoridade precisava de uma comprovação, alguém fingia ser o idoso e fazia a voz do idoso e nós conseguíamos o ok”, revela uma ex-atendente.

Segundo a Secretaria Nacional do Consumidor, ligada ao Ministério da Justiça, foram registradas quase 500 mil reclamações por descontos indevidos entre 2023 e 2024. “Idosos e com pouca instrução” são os principais alvos, afirma Valter Portalete, diretor do Procon de Santo Ângelo (RS).

Além dos descontos não autorizados, há casos de venda casada. O aposentado pensa estar contratando um empréstimo com juros menores, mas acaba aderindo a uma associação que cobra mensalidade.

“Cada vez que eu ia na folha de pagamento, meu salário estava diminuindo mais”, conta Piragibe Jesus de Abreu, de 79 anos, aposentado de Santo Ângelo (RS). No mês passado, ele recebeu apenas R$ 700 dos R$ 1.700 a que tem direito.

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (2) que vai reduzir o preço da gasolina vendida às distribuidoras a partir desta terça-feira (3).

O preço médio da gasolina A passará a ser de R$ 2,85 por litro — uma redução de R$ 0,17, o equivalente a 5,6%.

"Considerando a mistura obrigatória de 27% de etanol anidro e 73% de gasolina A para composição da gasolina C vendida nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará a ser de R$ 2,08/litro, uma redução de R$ 0,12 a cada litro de gasolina C", diz a nota da empresa.

Ainda segundo a empresa, com o novo reajuste, a Petrobras acumula uma redução de R$ 0,22 por litro no preço da gasolina para as distribuidoras desde dezembro de 2022, o que representa uma queda de 7,3%.

Geleiras sustentam o suprimento de água, os ecossistemas e até mesmo tradições culturais. Mas, com o aquecimento global, comunidades estão sendo afetadas tanto pelo excesso quanto pelo escassez de água dos glaciais.

Na última quarta-feira (28), o colapso de uma geleira nos Alpes Suíços soterrou o pequeno vilarejo de Blatten, na região de Wallis, sul do país. O episódio evidenciou os impactos diretos do aquecimento global nas regiões glaciais, que abrigam 70% das reservas de água doce do planeta, e mostrou como comunidades inteiras estão sendo afetadas.

Segundo o Relatório Mundial sobre o Desenvolvimento da Água (WWDR, na sigla em inglês) da ONU, quase 2 bilhões de pessoas no mundo dependem da água proveniente de geleiras, do derretimento da neve e do escoamento das montanhas para abastecimento, agricultura e geração de energia.

Criaturas bioluminescentes se escondem em muitos cantos do mundo. Mas a região de Illawarra, no litoral de Nova Gales do Sul, na Austrália, é um ímã que atrai fenômenos brilhantes.

Ali, a poluição luminosa é baixa. Com muita chuva e alta umidade, forma-se um microclima ideal para que estas criaturas possam se reproduzir e capturar suas presas.

Muitas delas se aglomeram ao longo das escarpas de Illawarra, um conjunto de rochedos de arenito, ladeados por florestas que levam ao Oceano Pacífico.

"O habitat das nossas escarpas é especial", explica Finlay. "É uma floresta subtropical preservada, que ajuda a proteger as frágeis formas de vida bioluminescentes."